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Como explicar a existência de tantos santos e santas "populares"?

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Todos sabem que a Igreja não gosta muito do populismo, do estilo de certos políticos. Ser muito popular é olhado com certa desconfiança: bispo muito popular, padre muito popular são vistos até com certa desconfiança. Assim, também se esperaria que só fossem proclamados santos e santas, aquelas pessoas que levaram uma vida muito discreta, e que por isto mesmo, se santificaram, e são exemplos de vida para todos nós. Tudo bem: acontece que, embora tenha terminado mal numa cruz, Cristo teve também momentos de muita popularidade, e depois da Ressurreição se tornou a figura mais “popular”, ou seja, que mais está na boca do povo. Na trilha de Jesus Cristo, temos uma série de santos e santas populares, que aparecem em nomes de igrejas, cidades, ruas e praças. Vamos recordar alguns: São Francisco e Santa Clara; Santa Ewiges; Santa Rita de Cássia; Santa Terezinha e naturalmente os popularíssimos santos do mês de junho: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo.
Bom, mas então como explicar a existência destes santos e sua popularidade? A popularidade deles naturalmente não vem de eles haverem feito politicagem buscando aplausos e votos para serem canonizados... A popularidade deles encontra-se no fato de haverem vivido o grande mandamento do Amor, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos.
Muitas vezes, em vida, eles e elas até foram um tanto antipáticos, ridicularizados. Exemplo de santo antipático: São Jerônimo, que vivia dando broncas em todo mundo... Até poderia parecer um neurótico. Apesar disto se tornou um santo inesquecível, ainda mais que traduziu a Bíblia do hebraico para o Latim, um grande feito. São João Maria Vianey, patrono dos sacerdotes, em vida, ao menos no começo da sua vida sacerdotal, também não teve lá aquela popularidade, pois era “durão”. Só com o tempo o povo começou a procurá-lo para confessar-se e assim eram atraídos não por ele, mas pela misericórdia de Deus que transparecia nele. Com tudo isto, quero dizer que nunca o santo é populista, mas que pode ser popular, no sentido de atrair o povo por causa do amor que ele ou ela vivem, tanto em direção a Deus, quanto em direção ao próximo. Poderíamos ainda dizer que a popularidade de alguns deles encontra-se justamente em certas fraquezas que revelaram. É o caso de São Pedro: traiu o Cristo, pecou feio... por isto é do nosso time...

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