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Políticos: eles estão chegando

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Os ofícios requisitando espaços e veículos nos recordam que as eleições estão se aproximando. Muitos políticos já foram preparando o terreno há muito tempo. Todos os que pretendem disputar algum cargo já estão trabalhando a pleno vapor. Visitam até locais onde nunca estiveram antes; distribuem santinhos e sorrisos... e naturalmente muitas promessas.

Claro que tudo isto faz parte do jogo democrático, e apresenta muitos aspectos positivos. No dizer do então Papa Paulo VI, a política, quando bem exercida, é uma forma privilegiada de se vivenciar a caridade.

A questão toda está no “quando é bem exercida”. Esta questão se torna ainda mais contundente quando o Supremo Tribunal Federal abriu a possibilidade para políticos  que renunciaram para fugir da cassação,  ou mesmo que foram condenados, embora só em primeira instância, poderem concorrer a cargos eletivos...

É claro que todos esperavam que o pronunciamento fosse noutra direção: o de se implantar, em definitivo, e com todo o suporte legal, uma “política de mãos limpas”. Entretanto, o Movimento do combate à corrupção eleitoral (MCCE), que abarca umas quarenta entidades, já está se atuando, através de uma ação popular.

Ademais, o Tribunal eleitoral promete divulgar as fichas pregressas dos que se encontram envolvidos em algum tipo de escândalo... Será um grande passo. Mas o mais importante é aquele dos próprios cidadãos: são eles que elegem. Portanto, são eles que devem estar atentos ao perfil das pessoas capazes de fazer verdadeira política, que significa, prestar serviço à nação.

O combate à corrupção eleitoral já tem uma história, inclusive por parte da Igreja Católica. Basta lembrar a Campanha da fraternidade de 1996 “Fraternidade e política, e um documento da Comissão de Justiça e Paz, da CNBB, com o título “combatendo a corrupção eleitoral”.

O empenho de muitos setores da sociedade já está mostrando bons frutos. Além de dar um novo impulso à consciência ética, entre os anos 2000 e 2006, conseguiu a cassação de nada menos do que 623 políticos. Isto se constitui num bom sinal.

Entretanto, dadas as raízes profundas da corrupção não apenas na política mas em tudo o que se refere ao bem público, percebe-se logo que os pequenos êxitos são apenas um ponto de partida. É preciso aprofundar e alargar muito mais ainda a consciência de que lá no fundo, não são apenas os corruptos que são responsáveis por esta inquientante situação. De alguma forma todos os que se omitem, das mais diversas formas, de exercer seus direitos cidadãos, no sentido mais amplo da palavra, também carregam consigo parte da responsabilidade.

O fato de “eles” estarem chegando soa como um alerta para um novo despertar de toda a população. Pois se todos afirmam que um mundo novo é possível, esta possibilidade só irá transformar-se em realidade quando não for mais o sonho de setores da sociedade, mas da sociedade no seu todo.

 

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