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Qual é seu animal preferido?

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As reflexões que seguem têm como pano de fundo uma notícia recente de que pesquisadores britânicos estariam mesclando material genético humano com material genético animal. Isto significa que uma vez aberta às fronteiras, ninguém mais vai deter qualquer tipo de experiência, sempre em nome do aprimoramento do ser humano.
Após a sentença do nosso Supremo Tribunal Federal favorável às experiências com embriões, desde que congelados há mais de três anos e que seja obtida a autorização dos genitores (sic), fez-se silêncio em todo o território nacional sobre o assunto. Os que mais batalharam pela liberação, agora quando inqueridos sobre as perspectivas da cura de praticamente todos os males, preferem responder com evasivas.
Se antes acenavam para resultados mais ou menos imediatos, agora os arautos de milagrosas curas com células de embriões, começam a falar que estamos apenas engatinhando, que os resultados irão aparecer apenas dentro de dez... vinte anos... que se encontram diante de mecanismos muito complexos, o que os verdadeiros pesquisadores já sabiam há muito tempo.
A pergunta que sobra é com que embriões irão pesquisar, uma vez que a liberação foi apenas para o uso daqueles congelados há três anos e não sobre outros produzidos daqui para frente. Serão necessárias novas casuísticas para prosseguir ninguém sabe até quando.
Apesar de tudo, a polêmica em torno do uso de embriões teve seus méritos. Um deles foi o de demonstrar claramente que 6 a 5 nem sempre significa que seis seja mais convincente do que cinco. Até pelo contrário: uma análise dos pronunciamentos dos membros do Supremo faz perceber a pouca consistência na argumentação de alguns que foram a favor da liberação; e por outro lado, mostra que os que aparentemente perderam foram bem mais convincentes.
É por esta razão que se espera que agora, mais esclarecidos, deputados e senadores, entrem novamente em ação para exigir parâmetros éticos nos procedimentos, o que implica numa maior vigilância sobre o que acontece por trás das geladas paredes onde estariam sendo gestados os super homens e as super mulheres do futuro. Foi nesta linha que um dos Ministros terminou seu arrazoado: entramos decisivamente numa nova etapa da história, onde dor e sofrimento serão banidos. Isto significa que já não seremos humanos. 
Claro que com estas observações não estamos querendo questionar nem pessoas, nem as atribuições de uma instância respeitável e que com raras exceções demonstrou empenho profundo. Queremos alertar para que todos estejam atentos para os passos seguintes. Um deles é o da autorização do aborto no caso dos denominados anencéfalos. Esperamos que os que se pronunciaram a favor da liberação dos embriões com o argumento que a vida só seria humana a partir da implantação no útero, sejam conseqüentes: mesmo sendo anencéfalos, os fetos já não são mais embriões... são fetos, com formato já bem delineado.
O que causa preocupação é também o fato de outros desdobramentos previsíveis, diante dos “avanços” de outros países... Pois este foi também um dos argumentos utilizados: sem a aprovação das referidas experiências estaríamos ficando para trás... Com esta linha de argumentação ainda estamos para trás do Reino Unido. Lá os pesquisadores já estão mesclando material genético humano com material genético de animais. Ao que parece, as primeiras experiências foram feitas com cordeiros e ovelhas, agora já chegaram ao porco e em certos ambientes isto foi saudado como progresso.
Claro que se trata, por ora de um mix com quantidades ínfimas, ora de material humano, ora com material animal. Tudo visando buscar novos processos de curas de doenças tidas como incuráveis. Mas, com razão já se prevê a criação de quimeras, ou seja, seres que não serão mais nem humanos, nem animais, mas fruto de um mix de difícil identificação.
Pergunta lógica que se segue: qual o próximo passo? A lógica da pergunta consiste exatamente nisto: já que para alguns qualquer experiência é permitida, pouco importa os métodos e os resultados, o arbítrio de cada um será o limite. Isto se denomina de empirismo, mas agora levado ao extremo. Nem os nazistas ousaram fazer estas experiências de mesclar material genético humano com material genético animal.

Com isto, logo irá se colocar uma pergunta meio rude, mas que tem um fundamento na realidade: qual é seu animal preferido? Até agora a pergunta só era válida para quem estava querendo um clone do seu bichinho de estimação: gato, cachorro, macaco, cavalo, bezerro... Mas,

daqui para frente, algumas manipulações genéticas serão suficientes para adicionar para uma espécie ou para outra alguma característica que parece estar faltando aos seres vivos, inclusive humanos, assim como os conhecemos...

 

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