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Dois sorrisos e uma mesma mensagem

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São muitos os que pelo mundo afora ainda guardam a única mas inesquecível mensagem do Papa João Paulo I: seu largo sorriso de bondade. Era o esboço de uma nova face da Igreja. Infelizmente o sorriso logo desapareceu. Agora, não há como não perceber que o Papa Francisco não só escolheu o nome de um santo encantador como encanta com seu largo e constante sorriso. Este veio para ficar.
Poucas vezes se viu uma transformação tão rápida no rosto da Igreja quanto esta do surgimento do Papa Francisco. Desde que apareceu na janela da Basílica de São Pedro, com suas simples palavras, mas com seus gestos expressivos, fez a multidão gritar o seu nome com entusiasmo. Ele já estava batendo à porta dos corações pedindo licença para entrar. E nos dias que se sucederam, a impressão primeira foi se solidificando de tal forma que, agora, ao desembarcar no Rio de Janeiro no dia 22 de julho, arrastou uma multidão fascinada por aquela figura vestida de branco, com um largo sorriso e de braços abertos. Já não precisaria dizer mais nada. Nenhum líder político, mesmo com todo o sofisticado marketing, tão bem articulado de nossos dias, é capaz de sonhar com tal recepção. Com muito esforço esses personagens devem ter controlado sua inveja: eles se empenham tanto para conquistar as massas e o Francisco nada mais faz do que sorrir e acenar, levantando os braços, como que oferecendo um presente precioso.
No mesmo dia do desembarque de Francisco no Rio, Londres estava em grande expectativa. E quando foi anunciado o nascimento de um príncipe para reforçar a linha de sucessão ao cobiçado trono, uma multidão se deslocou para a frente dos portões do palácio real de Buckingham, na busca de alguns detalhes da criança tão esperada. Um dia depois a Princesa Kate, ladeada de seu esposo William, com um sorriso de felicidade, erguia nos braços o fruto de uma gravidez seguida não só pelos súditos, como de alguma forma pelo mundo inteiro. Francisco aqui e Kate lá, ambos estavam colhendo os frutos do que plantaram. E plantaram tão pouco. Apenas um largo e constante sorriso, como expressão clara de que tinham um tesouro para oferecer.
Diante deste paralelo não se pode deixar de fazer uma pergunta: Qual o mistério que se esconde por trás destes dois sorrisos encantadores que empolgam multidões? Claro que em ambos os casos há o séquito de uma longa história de pessoas “coroadas” em vista de uma função que devem exercer. Claro também que estes sorrisos são acompanhados de todo um ritual, por si só capazes de fascinar. Entretanto, só isto não explica a força dos dois sorrisos. É preciso buscar uma razão mais profunda. E esta razão traz consigo um mesmo sentido: o mundo não está perdido, mas, pelo contrário, há esperanças concretas de vida nova.
De fato, o sorriso de Kate é a expressão de uma mulher que não recorreu a nenhum laboratório buscando reprodução assistida, mas concebeu seu filho à moda antiga. E não só isto: ela quis que seu filho não viesse ao mundo por uma cesariana, mas da maneira mais convencional que a humanidade sempre conheceu. E é desta forma que Kate, com ternura, mostra seu filho para seus súditos, como que dizendo: alegrem-se, pois nossa descendência está garantida pela vida que renasce; os naturais incômodos de minha gravidez e as dores do parto valeram a pena, pois acabo de oferecer ao mundo uma nova vida, de alguém que poderá ser chamado a cumprir uma importante missão, a de garantir a sobrevivência de nossa soberania.
E o que se esconde por trás do largo sorriso argentino do Papa Francisco, que de antemão renuncia aos convencionais títulos pomposos e que, no entanto, só ganha em majestade? É fácil encontrar a resposta: ele que renuncia às pompas deste mundo, confessando não ter nem ouro nem prata, oferece ao mundo algo de inaudito, que é Jesus Cristo, portador de vida nova para todos. Nova face da Igreja, nova maneira de assumir uma grande missão, novas esperanças para uma igreja entristecida por episódios lamentáveis e que agora, de um momento para outro pode gritar a todos: “Temos uma boa notícia para vocês. As sombras que por vezes nos levam a esconder o rosto de vergonha podem dar lugar a uma luz esplendorosa. Nós somos portadores da força do Príncipe dos príncipes, daquele que é o princípio e o fim, o único capaz de renovar a face da terra”.
 

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