Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks

Enquete

Já leu alguma publicação do Frei Antônio Moser
 
joomla template

A verdade nos libertará esta é a hora da verdade

E-mail Imprimir PDF
A busca da verdade sempre foi preocupação das pessoas. Não apenas de uma verdade metafísica, mas também de uma verdade histórica. Por isso mesmo não causa surpresa que também hoje nos perguntemos sobre a verdade de alguns fatos. Apesar do mérito das buscas, de antemão sabemos que os resultados sempre serão incompletos e até mesmo precários. Precários porque é impossível a tentativa de reconstituir fatos históricos, sobretudo à distância, sem sofrer o impacto da ideologia abraçada por quem os procura.
No que se refere à Comissão da Verdade, certamente composta por pessoas altamente qualificadas sob todos os aspectos, em tese mereceu apoio irrestrito. Entretanto, nem todas as pessoas concordaram com o pressuposto básico: focar apenas em um ponto e em uma única direção. Sabidamente ninguém consegue abraçar toda a verdade. O máximo que se consegue é visualizar alguns ângulos dela. Mas quando o ponto de partida já é “partidário”, a pretensa verdade só pode terminar como um “ponto fora da curva”. E uma vez localizado esse ponto se começa a entrever que ele, mesmo que fosse dentro da curva, representaria ainda muito pouco em termos de verdade. A busca da verdade, portanto, precisa alargar suas perspectivas. Só assim se poderá chegar à verdade que nos libertará de nossos males.
É com este pano de fundo que se entende melhor o momento atual que o Brasil está vivendo. Até certo ponto, todos fomos pegos de surpresa, o que mostra a fragilidade do serviço de inteligência e a pouca perspicácia dos analistas sociais. Na verdade, embora as conhecidas pesquisas de opinião pública ainda há pouco insistiam na tônica de que os brasileiros seriam o povo mais feliz do mundo, o rosto preocupado ou até entristecido de milhões de pessoas já sinalizava insatisfação generalizada e profunda. Se é verdade que o corpo fala, então uma leitura mais cuidadosa das expressões corporais e faciais já revelava a vontade de gritar, desmentindo o propalado apoio maciço aos que foram delegados pelo povo para o exercício de um mandato provisório
Nas análises atuais, sempre precárias, porque muito próximas de fatos muito recentes e inesperados, aparece constantemente uma tônica, a de que as manifestações de descontentamento não apresentam uma direção clara e um rosto com contornos nítidos. Até pelo contrário, estamos como que diante de uma esfinge, que ainda não revelou tudo dos seus segredos. Mas certamente a esfinge se apresenta ameaçadora: ou quem recebeu a delegação para solucionar os inúmeros problemas, alguns recentes, outros já atávicos, resolve enfrentar os desafios, sem maiores delongas, ou então será devorado. Em outros termos, neste final de junho já não há dúvida de que as amplas e freqüentes manifestações de milhares de pessoas não podem ser classificadas como onda passageira. Nem a presença de uns poucos “arruaceiros”, provavelmente contratados por mãos invisíveis de quem age por trás do palco, consegue desmoralizar a indignação popular: ampla, generalizada e profunda.
Assim sendo, já não há muitas dúvidas de que, mesmo se nem tudo o que o povo quer pode ser visualizado, este mesmo povo sabe muito bem o que não quer mais e que está disposto a varrer do panorama do Brasil. Nesta altura todos já conhecem a lista das reivindicações, e fica até surpreso com algumas respostas radicais, como a de qualificar como crime hediondo a corrupção. O povo quer isto: que os já julgados corruptos sejam devidamente punidos; que a propalada transparência nas contas públicas não esconda o principal, que é cuidadosamente escondido por baixo do pano de promessas mirabolantes, e por isso mesmo inexequíveis; saber por que obras que, ou não saíram do papel ou estão sempre com atraso, ou até mesmo foram abandonadas, sempre apontam para superfaturamentos e aditivos múltiplos; finalmente, que aquelas pessoas a quem foi confiado um mandato que “emana do povo e por ele deve ser exercido”, se sentirem incapazes de levar a cabo sua missão, num gesto de coragem e grandeza, sigam o exemplo do Papa Emérito Bento XVI, que marcou para sempre a história. Ele soube reconhecer a verdade de uma situação que lhe pareceu insustentável e tirou as consequências. Esse gesto de abraçar sem medo a verdade não só o libertou de um peso que já não podia carregar, como indicou a todos o caminho da verdade que liberta: aquela que evita qualquer tipo de maquiagem e que por isso é capaz de abrir caminho para uma nova realidade.
 

Publicações

Teologia moral: Questões vitais
A Teologia Moral é a ciência que se ocupa do estudo sistemático dos princípios éticos da doutrina da Igreja Católica e o que seriam as questões vitais? As ditas questões vitais são alguns dos...
O enigma da esfinge: A sexualidade
Não existe nada mais constante na história do mundo que a sexualidade. Seja ela através de mitos, histórias ou demonstração das artes, da comunicação e até mesmo da religião. As variadas abo...