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Quem comanda as ações criminosas no Brasil?

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Desde há muito o Estado de São Paulo é considerado o motor econômico do Brasil e sua capital é elogiada não apenas pela oferta de trabalho, como também por uma relativa segurança. Este quadro favorável atrai imigrantes de todas as partes do Brasil e de muitos países, mormente latino americanos. Ela é uma cidade verdadeiramente internacional.
Desde meados do ano, uma crescente onda de violência passou a ocupar as manchetes, antes dominadas por enchentes. E com um verdadeiro bombardeio de notícias diárias retratando assassinatos em série, São Paulo passou a ser o foco de uma série de interrogações. Estas, inicialmente respondidas com certa naturalidade, passaram a ficar sem resposta, seja por parte das autoridades, seja por parte dos analistas sociais. Como explicar que se considerarmos só o mês de outubro o número de assassinatos tenha ultrapassado os 100% em relação ao mesmo mês do ano anterior? E a grande questão que paira no ar pode parecer um tanto surpreendente, mas se impõe de maneira sempre mais acentuada: afinal, quem comanda as ações criminosas no Brasil?
As tentativas de interpretar os fatos foram se tornando cada vez mais precárias, na medida em que foi se esboçando um quadro que apresenta várias faces e texturas ao mesmo tempo. Uma primeira face é aquela de um grande número de vítimas provirem das forças de segurança, ou seja, da polícia militar e civil, muitas vezes sem uniforme e em período de folga.
Outra face surpreendente é a conjugação de assassinatos e incêndios de ônibus, ambos obedecendo a uma espécie de série: cerca de uma dúzia por noite. E o mais surpreendente ainda é que os atentados não se restringem à capital, nem ao Estado de São Paulo. Eles ocorrem também em Santa Catarina e no Paraná, com características semelhantes.
Estes e outros traços que compõem  uma espécie de moldura em torno de um quadro que lembra Guarnica de Picasso, tornam temerária qualquer tentativa de resposta simplificada. É muito difícil de fazer uma leitura de uma quadro tão complexo, onde fatores múltiplos parecem estar sendo conjugados por uma poderosa mão invisível.
Nesta altura já não convencem interpretações na linha das múltiplas formas de violência que atingem todas as megalópolis, de forma mais ou menos acentuada. Como também não convencem interpretações que sugerem tratar-se de uma expressão maior daquilo que ocorre em tantas cidades do Brasil, como Maceió, Recife, Vitória, Salvador. É que tanto as características dos autores, quanto as das vítimas, são diferentes.
Contudo, uma coisa vai ficando cada vez mais evidenciada: não nos encontramos diante de fatos isolados, nem diante de alguns criminosos profissionais agindo por iniciativa própria. Tem-se a impressão que o que existe é uma ação orquestrada com rara habilidade, onde os verdadeiros atores conseguem esconder a um só tempo seus rostos e seus reais objetivos. Por isso mesmo ninguém sabe direito a quem acusar, e muito menos a quem prender. Ao que tudo indica só o conjunto dos organismos de segurança, com o tempo, e fazendo uma leitura à luz de acontecimentos recentes, poderá lançar alguma luz e evitar assim que sejam afastados sentimentos de que o Brasil não seja um lugar seguro para enfrentar os grandes eventos que estão por vir.   
Por isso mesmo, é cm espanto que milhões de pessoas ficam pasmas diante das cenas cada vez mais bárbaras de violência, onde o número de assassinatos parece ser programado em dúzias: uma dúzia por noite só na cidade de São Paulo. Levantamentos recentes asseguram que o número de crimes teve um acréscimo superior a 100% só durante o mês de outubro último.
Mas há outro fator que causa espanto: entre as vítimas sobressaem policiais civis e militares, como se criminosos profissionais estivessem sendo contratados como mercenários, encarregados de matar os que combatem o crime. Tudo isto levanta uma série de interrogações e de interpretações. E mais ainda, estas interrogações e interpretações parecem esbarrar cada vez mais em fantasmas que agem sem deixar traços de sua atuação.
 

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