O enigma da Esfinge – A sexualidade

 

            Não existe nada mais constante na história do mundo que a sexualidade. Seja ela através de mitos, histórias ou demonstração das artes, da comunicação e até mesmo da religião. As variadas abordagens da sexualidade podem elevá-la a um posto que não a pertença ou diminuí-la de forma que perca sua real importância e significância para o homem. Pensando exatamente nisso é que Antônio Moser escreveu o livro O enigma da esfinge – A sexualidade.

            Ao iniciar o processo de feitura do livro o autor deparou-se com uma das facetas da sexualidade que se constitui na “educação para o Amor”, além dessa, muitas outras faces foram se apresentando, tornando-se uma das principais metas do livro, a de abordas os mistérios da sexualidade e não apenas a utilização dessa sexualidade humana.

            Mas qual o motivo que levou o autor a usar a figura da esfinge para desvendar a complexidade desafiante da sexualidade? Tal resposta se encontra dentro da própria pergunta. Nenhuma imagem, ilustração ou expressão artística é tão enigmática e encantadora como a esfinge. Por mais cuidadoso que seja o observador ele não consegue compreender e definir onde começa e onde termina a junção entre homem e animal.

            “A sexualidade sempre se estrutura através de um corpo físico” é por este motivo que o autor parte das várias leituras possíveis sobre o biológico para compreender a essência da sexualidade. Moser acredita que ignorar o corpo biológico é ignorar as expressões que este corpo apresenta. O autor evidencia também que o homem não é apenas composto desse corpo biológico, mas também de um corpo social e de um corpo político.

            “A sexualidade se expressa ainda pelo que se pode denominar de ‘corpo espiritual’, pois no ser humano é o espírito que configura a corporeidade. Aqui entra também a afetividade, os sentimentos, a capacidade de amar e de odiar. É o amor que nos faz descobrir o sentido da sexualidade humana, como é o ódio que nos faz perder esse sentido”.

            Ao evidenciar que a sexualidade vem sendo utilizada como ferramenta de vendagem de produtos e serviços, pode se concluir que esse uso faz parte de uma estratégia de alienação e dominação, visto que a sexualidade é inerente ao homem. Assim serão abordados assuntos referentes à temática e a escolha dos assuntos.

            Coube ao autor não apenas fazer colocações e interrogações, mas apresentar a sexualidade de forma distinta das tantas já existentes no mercado. Ao longo dos capítulos o leitor vai perceber que é claro que a sexualidade é de fato como uma esfinge, cheia de enigmas indecifráveis, mas todos eles, a disposição de avaliações, novas percepções e readequações.

 

O enigma da esfinge – A sexualidade

MOSER, Antônio

Editora Vozes (ISBN: 853262595-9)